A deputada federal Luiza Erundina criticou a declaração da ministra de Direitos Humanos, Damares Alves, para quem os pais de meninas deveriam deixar o país por causa do alto índice de criminalidade.

Sério isso? Uma ministra de Estado aconselhar a nação abandonar o próprio país? E como seria essa fuga: meninos em barcos azuis e meninas em barcos rosas? Não há a menor condição de Damares seguir à frente do ministério. Não há seriedade; não há propostas de políticas públicas para o combate à violência contra as mulheres e crianças“, escreveu a parlamentar no Facebook.
Durante entrevista à Rádio Jovem Pan de João Pessoa, a ministra afirmou: “a gente vê um quadro que vamos precisar mudar. Recebemos uma pesquisa que diz que o Brasil é o pior lugar da América do Sul para criar meninas. Vejam só: se eu tivesse que dar um conselho para quem é pai de menina, mãe de menina? Foge do Brasil! Você está no pior país da América do Sul para criar meninas”.
A titular da pasta começa a fazer uma coleção de declarações polêmicas. Neste mês circulou na internet um vídeo em que ela negou haver poligamia na atualidade. “Agora é o poliamor: o homem pode ter quantas mulheres ele quiser ao mesmo tempo e quantos homens ele quiser ao mesmo tempo. Um homem no Brasil poderá casar com quatro, cinco homens ao mesmo tempo. Isso já está acontecendo. Homens estão casando com quatro, cinco homens ao mesmo tempo. A família está sendo colocada em risco e Deus tem pressa de resolver isso”, disse.
No mês passado, outro vídeo na web mostrou a ministra dizendo ter início uma “nova era” no Brasil, onde “menino veste azul e menina veste rosa”.

Em 2013, a Damares afirmou que a Igreja perdeu espaço na sociedade brasileira ao “deixar” a “teoria da evolução entrar nas escolas” – na ocasião ela foi questionada sobre o papel da Igreja na política, e sinalizar que os evangélicos precisavam ocupar o espaço da ciência.

“A Igreja Evangélica perdeu espaço na História. Nós perdemos o espaço na ciência quando nós deixamos a teoria da evolução entrar nas escolas. Quando nós não questionamos. Quando nós não fomos ocupar a ciência. A Igreja Evangélica deixou a ciência para lá. ‘Ah, vamos deixar a ciência caminhar sozinha’. E aí cientistas tomaram conta dessa área. E nós nos afastamos”, disse ela em entrevista à pastora Cynthia Ferreira, do portal “Fé em Jesus”.

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Fonte: Brasil 247