O texto a seguir é uma pequena fábula que representa o pensamento de uma parcela de maçons, que mostra o quanto a maçonaria tem aspectos tanto deístas como teístas. Leia e faça você mesmo a sua reflexão.


A Cadeira

Um velho maçom, um dia foi chamado para assistir a um irmão que se encontrava muito enfermo. Quando o idoso entrou no quarto, encontrou o pobre homem.
Estava me esperando, meu irmão? – disse o velho maçom.
Não, quem é você? – respondeu o homem enfermo, que já tinha dificuldade para reconhecer as pessoas.
Sou o Hospitaleiro de sua Loja que o nosso Venerável Mestre, atendendo a um apelo da sua filha, pediu para apoia-lo neste momento difícil por que passa sua saúde; quando entrei e vi a cadeira vazia ao lado da sua cama, imaginei que você soubesse que eu viria visitá-lo.
– Ah sim, a cadeira! Entre e feche a porta.
Então o irmão enfermo lhe disse:
– Seja bem-vindo, meu irmão. Nunca contei para ninguém, mas passei a maior parte da minha vida duvidando da minha crença no Grande Arquiteto do Universo e sem aprender a falar com ele. Não sabia direito como se deve orar. E nunca dei muita importância para a oração. Pensava que ELE estava muito distante de mim.
Assim sendo, por muitas décadas me senti só, sem apoio espiritual. Até que um dia, há poucos anos atrás, um velho irmão e amigo me disse: – José, orar é muito simples. Orar é conversar com o G.’.A.’.D.’.U.’. e isto eu sugiro que você nunca deixe de fazer… você se senta numa cadeira e coloca outra cadeira vazia na sua frente. Em seguida, com muita fé, você imagina que o Grande Arquiteto do Universo está sentado ali, bem diante de você. Afinal ELE mesmo disse: – “Eu estarei sempre com vocês”.
– Portanto, você pode falar com Ele e escutá-lo, da mesma maneira como está fazendo comigo agora.
Pois assim eu procedi e me adaptei à ideia. Desde então, tenho conversado com ELE, a sós, durante bastante tempo, todos os dias. Sei que a cadeira à minha frente nunca está vazia, pois ELE está presente.
Tenho sempre muito cuidado para que a minha filha não me veja… pois me internaria num manicômio imediatamente.
O velho Hospitaleiro sentiu uma grande emoção ao ouvir aquilo, e disse a José que era muito bom o que estava fazendo e que não deixasse nunca de fazê-lo. Em seguida, chamou todas as pessoas da casa, pediu que se posicionassem em um círculo, dando-se as mãos, incluindo o enfermo em seu leito, fez uma inspiradora prece ao G.’.A.’.D.’.U.’. e ouviu do Irmão enfermo palavras de sabedoria, de aquiescência aos planos do G.’.A.’.D.’.U.’., que tudo acontecesse conforme a SUA vontade, declarando-se entregue em SUAS divinas mãos.
Dois dias mais tarde, o enfermo, quase agonizante, fez um pedido estranho, mas que foi imediatamente cumprido por seus familiares: Pediu que colocassem a cadeira vazia junto a sua cama, com um travesseiro, e que nesse travesseiro recostassem a sua cabeça. Assim, com a assistência plena dos Irmãos Maçons e da sua família o enfermo passou para o Oriente Eterno.
A filha procurou o Irmão Hospitaleiro e perguntou se ele sabia porque o pai havia feito aquele estranho pedido.
O Irmão Hospitaleiro, profundamente emocionado, enxugou as lágrimas e respondeu:
– Ele partiu no colo e nos braços do seu melhor amigo…
Meus Irmãos: Acreditem que o G.’.A.’.D.’.U.’. está mais próximo de nós do que podemos imaginar.
A imagem pode conter: pessoas sentadas e área interna
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