Para os que não são membros da Maçonaria, e até mesmo para alguns maçons que ainda não compreenderam a sistemática de graus, vamos explicar alguns pontos.

No Rito Escocês Antigo e Aceito, conhecido como REAA, na escalada de graus, o maçom pode chegar ao 33, depois de vários anos de estudos, avançando lentamente, com estudos aprofundados a cada grau ou grupo de graus alcançados. Em Potências Maçônicas sérias, esta escalada dura em torno de 10 anos, caso o maçom seja aplicado e persistente em seus estudos.
No caso do general Mourão, que realmente foi iniciado e pertence à Ordem Maçônica, o que houve foi um oportunismo dos dirigentes maçônicos, que desobedecendo a todos os princípios da Sublime instituição, quebraram as normas e regulamentos, concedendo de forma vergonhosa a graduação maçônica a quem não comprovou os requisitos para tal.
Veja a matéria abaixo, publicada pelo site METRÓPOLES que apesar de alguns pontos imprecisos, reflete o que aconteceu. Leia:

Ascensão meteórica de general Mourão divide maçonaria

No último sábado (19/10), o vice-presidente conquistou a maior patente da irmandade, saltando 30 graus em questão de semanas

No último mês, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, alcançou o grau mais alto da maçonaria. Saltou do nível quatro para o 33 dentro da Sociedade Secreta e tornou-se Grande Inspetor-Geral da Ordem.
Não se conhecem precedentes como a conquista meteórica de Mourão, a não ser no regime imperial, quando Dom Pedro I passou de iniciado a Grão-Mestre Geral do Brasil em questão de dias.
O general Mourão está há duas décadas na maçonaria, mas a evolução de 30 graus ocorreu em um espaço de poucas semanas. A mais recente graduação ocorreu em solenidade no último sábado (19/10/2019), em Ijuí, no Rio Grande do Sul. E tem dado o que falar entre os integrantes da irmandade.
Uma parte dos maçons avalia que a ascensão teve motivação política, tendo em vista que Mourão, até se eleger vice-presidente da República, percorrera apenas os três primeiros graus na hierarquia maçônica. Há, no entanto, um grupo simpático à promoção do general, uma vez que a importância dele no cenário público justificaria o rápido escalonamento.
A polêmica é que, para subir de nível, é preciso ser aprovado na “graduação”, passando por testes que avaliam desde os conhecimentos técnicos ao desenvolvimento de habilidades subjetivas que se encaixem ao novo patamar. Com agenda lotada, Mourão não teria tempo para se dedicar aos estudos da sociedade secreta.
Desde que assumiu a vice-presidência, o general recebeu importantes homenagens da irmandade. Uma delas foi concedida pela Confederação Maçônica do Brasil (Comab), da qual Mourão faz parte. Também obteve diploma e medalha de reconhecimento maçônico pela loja à que é filiado: República de França.
O militar foi condecorado ainda com a medalha de Benemérito pelo tempo de relevantes serviços prestados à Ordem Maçônica. A Comab tornou-se a última potência a ser reconhecida pela Grande Loja Unida da Inglaterra, com suas oficinas passando a integrar a List of Lodges desta instituição inglesa, que regula a maçonaria em todo o mundo.
O mais recente reconhecimento de general Mourão, no último sábado, teve a participação de representantes maçons de alto escalão do Haiti, da Argentina e do Paraguai. O ritual foi conduzido pelo Supremo e Grande Comendador Jorge Luiz de Andrade Lins.

Aqui termina a matéria do site METRÓPOLES / Acima as autoras da matéria


Abaixo, alguns momentos das cerimônias, retiradas dos grupos de whatsapp:

Em 7/10/2019, o general Mourão recebe o grau 32, em Brasília, conforme foto abaixo:


Cerimônia de Investidura ao 33° , dirigida pelo Soberano Grande Comendador Jorge Luiz de Andrade Lins, 33° do Supremo Conselho do Grau 33 do REAA da Maçonaria para a República Federativa do Brasil realizada na cidade de Ijuí – RS , no sábado 19/10/19, onde foram investidos 77 Irmãos, dentre estes o general Hamilton Mourão , vice-presidente da República Federativa do Brasil, com a presença de vários Grão-Mestres e Soberanos Grande Comendadores do Paraguai , Argentina e Haiti .

 


Esta publicação foi enviada e editada pelo irmão Benjamin Constant II

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