ATENÇÃO: A matéria abaixo são trechos de um artigo escrito com o objetivo declarado de combater a Maçonaria. Transcrevemos aqui apenas com o objetivo de mostrar aos maçons, principalmente os mais novos, de como pensam e como agem alguns inimigos declarados da Ordem.
Também quisemos mostrar que dentro da ótica do autor do artigo, ele tem uma certa razão no tocante à incompatibilidade da Maçonaria com a Igreja Católica, principalmente entre os setores mais arcaicos e reacionários das duas instituições.
Evidente que não concordamos com o pensamento exposto, principalmente pelo aspecto maçônico da questão. No entanto, como livres pensadores, esperamos que cada um, maçom ou não, reflita sinceramente sobre o tema. Leia o artigo a seguir:
Uma vez que a falsa direita nacional, que fala em nome da cristandade, defende a necessidade da junção da Maçonaria com os militares, segue, abaixo uma perspectiva da própria Igreja Católica Romana constante no Código de Direito Canônico sobre a Maçonaria. O conteúdo abaixo foi extraído do blog Nossa Senhora de Medjugorje:

O Código de Direito Canônico de 27 de Maio de 1917 contém os seguintes cânones relativos à maçonaria:

Cân. 684: “Os fiéis fugirão das associações secretas, condenadas, sediciosas, suspeitas ou que procuram subtrair-se à legítima vigilância da Igreja” .

Cân. 2333: “Os que dão seu próprio nome à seita maçônica ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra os legítimos poderes civis, incorrem ipso facto na excomunhão simpliciter reservata à Sé Apostólica .

Cân. 2336: “Os clérigos que cometeram o delito de que tratamos cânones 2334 e 2335 devem ser punidos, não somente com as penas estabelecidas nos cânones citados, mas também com a suspensão ou privação do mesmo benefício, ofício, dignidade, pensão ou encargo que possam ter na Igreja; os religiosos, pois com a privação do ofício e da voz ativa e passiva e com outras penas de acordo com suas constituições. Os clérigos e os religiosos que dão o nome à seita maçônica ou a outras associações semelhantes devem, além disso, ser denunciados à Sagrada Congregação do Santo Ofício” .

Cân. 1399, nº 8 — são ipso facto proibidos: “Os livros que, tratando das seitas maçônicas ou de outras associações análogas, pretendem provar que, longe de serem perniciosas, elas são úteis à Igreja e à sociedade civil”.

Dos Cânones: 693; 1065; § 1 e § 2, 1240; 1241 resultam claramente que:

Todo aquele que se inicia na Maçonaria, incorre, só por este fato, na pena de excomunhão (cân. 2335) .

Por ter incorrido na excomunhão, todo maçom:

a) deve ser afastado dos sacramentos (confirmação, confissão, comunhão, unção dos enfermos), ainda que os peça de boa fé (cân. 2138, § 1);

b) perde o direito de assistir aos ofícios divinos, como sejam: A Santa Missa, a recitação pública do Ofício Divino, procissões litúrgicas, cerimônias da bênção dos ramos etc. (cf. cân. 2259, § 1; 2256, n. 1);

c) é excluído dos atos eclesiásticos legítimos (cân. 2263), pelo que não pode ser padrinho de batismo (cân. 765, n. 2) nem de crisma (cân. 795, n. 1);

d) não tem parte nas indulgências, sufrágios e orações públicas da Igreja (cân. 2262, § 1).

Veja mais cânones:

– O maçom não pode ser admitido validamente nas associações ou irmandades religiosas (cân. 693);

– Os fiéis devem ser vivamente desaconselhados de contrair matrimônio com maçons (cân. 1065, § 2);

– Só após prévia consulta do bispo e garantida a educação católica dos filhos, pode o pároco assistir ao casamento com um maçom (cân. 1065, § 2);

– O maçom falecido, sem sinal de arrependimento, deve ser privado da sepultura eclesiástica (cân. 1240);

– Deve-se negar aos maçons qualquer missa exequial, assim como quaisquer ofícios fúnebres públicos (cân. 1241)

O Santo Ofício declarou, no dia 20 de Abril de 1949, numa resposta ao bispo de Trento, que nada tinha mudado na disciplina do Código de Direito Canônico a respeito da maçonaria.

Façamos então uma nova pergunta , ou houve alguma mudança? Em 27 de novembro de 1983, entrou em vigor um novo Código de Direito Canônico: “O Novo Código apresenta um cânon relativo à maçonaria”; Cân. 1374: “Quem se inscrever em alguma associação que maquina contra a Igreja seja punido com justa pena; e quem promover ou dirige uma dessas associações, seja punido com interdito” .

No mesmo dia em que entrava em vigor o novo Código de Direito Canônico, L’Osservatore Romano publicava esta Declaração da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, sobre a Maçonaria:

Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo fato de que, no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categoria mais amplas. Permanece, entretanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja, e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas, com juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, pp. 240–241). O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação. Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983″.”

Link para o site do Vaticano contendo Código de Direito Canônico.

WRITTEN BY  Loryel Rocha
Filósofo, pesquisador em Cultura Oral e Simbólica Tradicional Luso-Afro-Brasileira. Presidente do IMUB
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