Com 90,1% dos votos apurados para presidente da Argentina, o candidato Alberto Fernández aparece com 47,6%, enquanto o atual presidente Mauricio Macri tem 40,8%. Modelo neoliberal que levou a Argentina à pobreza sofre dura derrota nas urnas.

Com 90,1% dos votos apurados, Alberto Fernández tem 47,6 % e Mauricio Macri tem 40,8 %.
Pelas regras eleitorais do país, o primeiro colocado será eleito em primeiro turno se tiver 45% dos votos ou, então, 40%, desde que tenha 10 pontos percentuais a mais que o segundo colocado.

Acompanhe a comemoração da vitória de Alberto Fernández:

Fernández nunca concorreu a um cargo majoritário. Ele é um dirigente peronista e tem ex-presidente Cristina Kirchner como sua candidata a vice-presidente.
Neste domingo, Fernández utilizou suas redes sociais para desejar feliz aniversário ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pedir sua liberdade. O peronista foi a Curitiba visitar Lula e seu programa de governo tem projetos sociais inspirados nos governos Lula e Dilma.
Alberto Fernández

También hoy cumple años mi amigo @LulaOficial, un hombre extraordinario que está injustamente preso desde hace un año y medio.

Parabéns pra você, querido Lula. Espero verte pronto.

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 Em 2018, o presidente Mauricio Macri recorreu ao Fundo Monetário Internacional, que concedeu a ele ajuda financeira de US$ 57 bilhões em três anos, em troca de um programa de forte ajuste fiscal. Ainda falta a liberação de US$ 13 bilhões, mas o FMI aguarda o resultado da eleição para negociar com quem for eleito.
Durante a campanha, Fernández propôs uma trégua de 180 dias para sindicatos e movimentos sociais para fazer descolar a indústria e assim o país retomar o crescimento econômico.

Leia reportagem anterior, da agência Reuters, sobre as eleições na Argentina:

BUENOS AIRES (Reuters) – Eleitores argentinos foram às urnas neste domingo para votar em uma eleição presidencial que tem o candidato peronista de centro-esquerda, Alberto Fernández, como claro favorito a tirar a Presidência do neoliberal Mauricio Macri, que foi abalado pela severa crise econômica sofrida pelo país.

Uma vitória de Fernández, um político negociador cuja candidatura foi impulsionada pela ex-presidente e companheira de chapa Cristina Kirchner, gera preocupação no mercado financeiro, que teme que isso leve a uma maior intervenção estatal na economia.

Macri é o favorito dos mercados, mas os especialistas consideram muito difícil que ele consiga recuperar a vantagem de 20 pontos percentuais que Fernández registrou nas primárias de agosto, que funcionam como uma espécie de pesquisa de intenção de voto oficial.

Se o resultado das primárias se repetir neste domingo, o líder oposicionista vencerá já em primeiro turno.

“Acredito que vai haver mais participação do que nunca, ao menos do que em várias décadas”, disse o presidente Macri a jornalistas logo depois de votar. Ele acrescentou que “é preciso se expressar através do voto com clareza, de que é aquilo que você sente”.

Apesar dos investidores já considerarem a vitória do peronismo, o triunfo da oposição pode impactar os mercados na segunda-feira e provocar uma nova queda no já combalido peso argentino, que em agosto caiu muito após o resultado das primárias.

Fernández, que foi chefe de gabinete em parte dos governos do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) e de Cristina Kirchner (2007-2015), sua candidata a vice, é um peronista moderado, que conseguiu unir seu partido numa coalizão chamada Frente de Todos.

“Estamos numa enorme crise e temos que trabalhar juntos por um país melhor”, disse Fernández depois de votar.

A forte alta na inflação, no desemprego e na pobreza são os pontos fracos de Macri e de sua aliança de centro-direita, a Juntos pela Mudança, que no entanto mantém o apoio de um grupo de eleitores que veem nele uma melhora na transparência e nas iniciativas públicas.

As urnas ficarão abertas até as 18h no horário local e a expectativa é que os primeiros resultados da contagem preliminar sejam divulgados três horas depois. Além de presidente, os argentinos devem eleger deputados, senadores, governadores e dirigentes locais.

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