Prevaricação, advocacia administrativa ou afronta a um dispositivo da lei de abuso de autoridade, esses são alguns dos crimes que Jair Bolsonaro pode ter cometido, segundo membros da Procuradoria Geral da República

Integrantes da equipe do procurador-geral da República, Augusto Aras, veem indícios de que Jair Bolsonaro cometeu algum dos seguintes delitos ao interferir na Polícia Federal: prevaricação, advocacia administrativa ou afronta a um dispositivo da lei de abuso de autoridade.

Segundo reportagem dos jornalistas Fábio Fabrini e Matheus Teixeira na Folha de S.Paulo, trata-se de uma avaliação preliminar feita com base nos últimos elementos de prova que vieram à tona no inquérito que apura se a ingerência do mandatário na corporação, tinha como objetivo blindar parentes e aliados políticos em investigações.

A equipe de procuradores considerou que no vídeo da reunião do dia 22 de abril, liberado para divulgação por ordem judicial na última sexta-feira (22) e em mensagens trocadas por celular, há evidências de que Bolsonaro se movia pelo propósito de assegurar alguma vantagem a si próprio ou a terceiros. 

A reunião ministerial de 22 de abril
A reunião ministerial de 22 de abril (Foto: Marcos Correa/PR)

Um dos desafios da investigação é identificar quem em específico ele buscava eventualmente beneficiar e em quais processos. Isso dependerá de diligências ainda pendentes, como depoimentos de testemunhas.

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