Em março, Feliciano chegou a decretar a “separação” de Bolsonaro ao expor a insatisfação de parlamentares evangélicos com o governo. Nesta semana, os dois estiveram juntos três vezes e o pastor fará a interlocução do capitão com a bancada evangélica.

Depois de se reunir com Olavo de Carvalho nos Estados Unidos e, na volta, entrar com pedido de impeachment do vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), o deputado Marco Feliciano (Podemos/SP) ganhou novo status junto a Jair Bolsonaro (PSL) e deve servir de interlocutor do presidente no Congresso, especialmente na bancada evangélica.
Somente nesta semana, Feliciano esteve com Bolsonaro por três vezes. Além da reunião no Planalto na terça-feira (30) – em que esteve presente também o da Frente Parlamentar Evangélica, Silas Câmara (PRB-AM) -, os dois viajaram juntos para a abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto, na segunda-feira (29), e para um encontro evangélico em Santa Catarina nesta quinta-feira (2).
A reaproximação dos dois acontece justamente depois que Feliciano recebeu conselhos de Olavo de Carvalho – e passou a atacar a ala militar do governo, elegendo como alvos Mourão e o ministro general Santos Cruz (Secretaria de Governo).
Em março, Feliciano chegou a decretar a “separação” de Bolsonaro ao expor a insatisfação de parlamentares evangélicos com o governo, principalmente depois da ofensiva militar sobre olavetes que ocupavam cargos chaves no Ministério da Educação.
Com Abraham Weintraub alçado ao comando da pasta, os olavetes voltaram a ganhar espaço e a artilharia contra os militares aumentou.

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