O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta sexta-feira, 22, o sigilo do vídeo da reunião ministerial realizada no dia 22 de abril

Em um dos trechos, Jair Bolsonaro ameaça interferir na Polícia Federal para proteger sua família de investigações. “Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira“, diz Bolsonaro. 

Assista:

Bolsonaro também defendeu que o povo se arme para garantir que não venham impor uma ditadura no Brasil, e cobrou do então ministro da Justiça, Sergio Moro, portaria para facilitar o acesso a armas pela população.

Se eu fosse ditador, eu queria desarmar a população”, disse Bolsonaro no encontro. “Quero escancarar a questão do armamento aqui”, reforçou.

Bolsonaro disse no encontro que “está no governo errado”, quem não aceitar as bandeiras dele, citando a família, Deus, armamento, livre mercado e liberdade de expressão.

(Foto: Agência Brasil)

Bolsonaro pediu que o então ministro da Justiça, Sergio Moro, e o titular da Defesa, Fernando Azevedo, fizessem uma portaria para aumentar a possibilidade de armamento do cidadão no país.

O vídeo da reunião ministerial foi divulgado, com exclusão de apenas dois trechos, por decisão do ministro do STF Celso de Mello, no âmbito de inquérito sobre denúncia de Moro de que Bolsonaro teria tentado interferir no comando da Polícia Federal.

Leia os diálogos da reunião:Reunião ministerial de 22 de abril from Leonardo Attuch

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