O jornalista Mauro Lopes escreve sobre o cenário de uma semana na qual “respiramos à beira da catástrofe“: “Estamos por um fio e nas mãos do Exército e do Supremo – duas instituições que ao longo da história agiram contra o povo, sistematicamente. Cenário de uma dramaticidade sem par.”

(Foto: Reprodução)

O país está à beira de uma calamidade sem precedentes.

De um lado, a epidemia do coronavírus explodirá esta semana com uma enorme colheita de infectados e mortos. O governo Bolsonaro está apertando o pescoço dos pobres e das camadas médias, lançando-as ao desespero com meticulosidade. Imagino que veremos cenas de violência nas ruas em diversas cidades. Em São Paulo, os bloqueios em avenidas importantes poderão ser palco de confrontos graves.

Na frente político-institucional, Bolsonaro arma o bote-golpe. O golpe fascista desfilou nas ruas de Brasília neste domingo. A narrativa está pronta. Como o STF é a única instância capaz de contê-lo com alguma celeridade, Bolsonaro  já anunciou que qualquer coisa que a Corte fizer será “golpe” e ele reagirá – com o golpe.

Respiramos à beira da catástrofe:

  • No front da crise sanitária, os governadores são a única esperança.
  • No front da crise política, com as pessoas trancadas em casa, o STF e os militares serão o fiel da balança (uma notícia péssima para a democracia).

O espírito que prevalece no universo político e midiático é de preocupação extrema e de urgência.

Estamos por um fio e nas mãos do Exército e do Supremo – duas instituições que ao longo da história agiram contra o povo, sistematicamente. Cenário de uma dramaticidade sem par.

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