Heleno libera xingamentos contra jornalistas, que estimulam agressões físicas

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, disse que jornalistas serão protegidos contra agressões físicas, mas não verbais, como se estas não estimulassem as primeiras. “Vamos proteger a imprensa de qualquer tipo de agressão física. Agressões verbais não tem como impedir“, afirmou
 O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, afirmou nesta quinta-feira (28) que a segurança presidencial impedirá agressões físicas contra jornalistas que trabalham no Palácio da Alvorada, mas que não é possível evitar agressões verbais. Nessa semana, os grupos Folha e Globo suspenderam a cobertura no local temendo a falta de segurança de seus profissionais.
Eles virem aqui e jogaram coisas em vocês, não vai acontecer. Provocarem confusões que possam gerar agressões físicas, nós não vamos deixar. Vamos proteger a imprensa de qualquer tipo de agressão física. Agressões verbais não tem como impedir. Vão a um jogo de futebol. A torcida do Flamengo xinga a torcida do Fluminense, chama o juiz de filho de tudo. Quem é que vai prender a torcida inteira?“, disse Heleno a jornalistas, na Alvorada.
Cerca de 15 pessoas hostilizaram repórteres na segunda-feira (25), após Bolsonaro deixar a Alvorada.  Em dos seus recentes ataques à imprensa, ele mandou jornalistas calarem a boca. “Cala a boca não perguntei nada, jornal patife e mentirosa, cala a boca“.
O ministro do GSI anunciou uma mudança no esquema de segurança. Agora, depois que Bolsonaro falar, os jornalistas terão de cinco a sete minutos para deixar o local, antes dos apoiadores. A entrada e a saída são comuns aos dois grupos, o que facilita hostilidades.
Vocês vão ter um tempo para se retirar daqui, antes que a gente permita a saída dos manifestantes. Vocês vão sair tranquilamente, agora, também não pode levar meia hora e querer ver a confusão!“, disse Heleno.
Eles (segurança) vão ficar aqui um tempo para que vocês vão para os carros, com as câmeras, e possam se retirar aqui. Somos os maiores interessados que não aconteça nenhum incidente aqui. Não acrescenta nada para nós, para o país, para o nosso aperfeiçoamento do nosso trabalho aqui. Nosso ideia é ajudar vocês e procurar que isso não aconteça”, acrescentou.

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Anúncios