Nunca pensei que diria isso de um jogador de futebol – em geral, burros e coxinhas –, ainda mais um jogador de futebol/comentarista da TV Globo, mas eis que a vida mais uma vez me surpreende: Juninho Pernambucano é o maior ídolo que eu terei hoje.

Ele só precisou publicar em suas redes oficiais uma pesquisa que mostrava que (óbvio!), o Brasil, como alguns países ocidentais – o mundo, eu teria a ousadia de dizer – tem se tornado mais conservador, para ter que lidar com um exército de Bolsominions munidos até os dentes com xingamentos e frases feitas.

Quando ele pediu que os fãs de Bolsonaro parassem de seguí-lo, o arerê esteve completo.

Até Flávio Bolsonaro – quem? – se disse decepcionado com Juninho Pernambucano. O jogador – como você, leitor, deve ser capaz de prever – realmente não se importa.

Ele rebateu dizendo que não faz questão de andar ao lado de gente preconceituosa. Fofo.

Os bolsominions usaram o mesmo modus operandi de sempre: disseram que as críticas eram preconceituosas e baseadas em mentiras e que essa gente de esquerda é cheia de ódio no coração.

Vencido e sem argumentos, Flávio Bolsonaro encerrou a treta dizendo que Juninho Pernambucano é um militante pró-Dilma. Todo direitista imbecilizado encerra uma discussão política com “fora petê” ou equivalentes.

Por Nathali Macedo, no Diário do Centro do Mundo
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