A matéria abaixo são trechos de um artigo escrito com o objetivo declarado de combater a Maçonaria. Evidente que não concordamos com o pensamento exposto, principalmente pelo aspecto maçônico da questão. No entanto, como livres pensadores, esperamos que cada um, maçom ou não, reflita sinceramente sobre o tema. 

Leia o artigo a seguir, começando pela “lista negra” dos papas:

– Bula “In Eminenti Apostolatus Specula” do Papa Clemente XII de 1738;
– Bula “Provida Romanorum Pontificum” do Papa Bento XIV de 1751;
– Bula “Ecclesiam A Jesu Christo” do Papa Pio VII de 1821;
– Bula “Quo Graviora Mala” do Papa Leão XII de 1826;
– Bula “Litteris Altero” do Papa Pio VIII de 1830;
– Bula “Mirari Vos” do Papa Gregório XVI de 1832;
– Bula “Qui Pluribus” do Papa Pio IX de 1846;
– Bula “Quibus Quantisque Malis” do Papa Pio IX de 1846;
– Bula “Apostolicae Sedis Moderationi” do Papa Pio IX de 1869;
– Bula “Quamquam Dolores” do Papa Pio IX de 1873;
– Bula “Etsi Multa Luctuosa” do Papa Pio IX de 1873;
– Bula “Exortae in ista” do Papa Pio IX de 1876;
– Bula “Etsi Nos” do Papa Leão XIII de 1882;
– Bula “Humanum Genus” do Papa Leão XIII de 1884;
– Bula “Officio Sanctissimo” do Papa Leão XIII de 1887;
– Bula “Dall’alto dell’Apostolico Seggio” do Papa Leão XIII de 1890;
– Bula “Inimica Vis” do Papa Leão XIII de 1892;
– Bula “Custodi di quella Fede” do Papa Leão XIII de 1892;
– Bula “Praeclara Gratulationis Publicae” do Papa Leão XIII de 1894;
– Bula “Annum Ingressi” do Papa Leão XIII de 1902.”

Leão XIII, além das Bulas lançou as Encíclicas de 1872, 1878, 1884 e 1892 .

Vamos apontar as duas realmente importantes para o nosso trabalho:

Clemente XII: a primeira condenação da Maçonaria. Notem que haviam decorridos apenas 21 anos da constituição da Grande Loja de Londres (24/6/1717), e portanto a Ordem era pouco conhecida do Vaticano. Alguns escritores afirmam que “o motivo da condenação não era religioso, mas de ordem política” . Entretanto, o Padre Ferrer Benimeli, conhecido maçonólogo, garante que “esta hipótese é totalmente insustentável do ponto de vista histórico, à luz da documentação vaticana da época

O Padre Jesus Hortal, é teólogo e canonista, muito ligado aos temas de ecumenismo e diálogo interreligioso; nos esclarece que o documento de Clemente XII é algo obscuro na sua redação, mas que o resumo dele feito na Bula “Providas Romanorum Portificum” promulgada pelo Papa Bento XIV aos 18 de maio de 1751 oferece uma melhor compreensão, pois ali estão enumeradas seis razões para a condenação:

a primeira é que, nas tais sociedades e assembléias secretas, estão filiados indistintamente homens de todos os credos; daí ser evidente a resultante de um grande perigo para a pureza da religião católica ; “a segunda é a obrigação estrita do segredo indevassável, pelo qual se oculta tudo que se passa nas assembleias secretas ; “a terceira é o juramento pelo qual se comprometem a guardar inviolável segredo, como se fosse permitido a qualquer um apoiar-se numa promessa ou juramento com o fato de furtar-se a prestar declarações ao legitimo poder… ; “a quarta é que tais sociedades são reconhecidamente contrárias às sanções civis e canônicas …; “a quinta é que em muitos países as ditas sociedades e e agremiações foram proscritas e eliminadas por leis de princípio seculares ; “a última enfim é que tais sociedades e agremiações por homens prudentes e honestos

Não é nosso objetivo, pelo menos hoje, discutir ou debater as seis razões apontadas acima, as quais serviram para os Papas Clemente XII em 1738 cominar a pena de excomunhão, e Bento XIV, em 1751, confirmá-la.

Não se iludam. Já se passaram 260 anos da condenação de Clemente XII, e a posição da Igreja de Roma não mudou nada com relação à maçonaria e aos católicos que são iniciados na ordem maçônica, como veremos adiante…

Leia também: A MAÇONARIA NO CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO DE 1917

WRITTEN BY  Loryel RochaFilósofo, pesquisador em Cultura Oral e Simbólica Tradicional Luso-Afro-Brasileira. Presidente do IMUB

Anúncios