Tenho escrito e muito sobre a esperança que temos em ver a Maçonaria assumir o seu lugar de destaque no cenário nacional. Reclamamos uma intervenção maior da Maçonaria brasileira nos fatos mais marcantes de nossa atual história. Alguém já viu algum pronunciamento dos dirigentes maçônicos sobre as reformas constitucionais e sobre a reforma agrária por exemplo?

Tenho reclamado muito com todos os dirigentes maçônicos. Quem assistiu a reunião da PAEL foi testemunha fiel de minhas palavras.
É triste para nós Maçons que gostamos da Ordem verificar que a cada dia que passa menos Irmãos frequentam as reuniões. O problema da não-freqüência está relacionado diretamente à falta de criatividade nas conduções de nossos encontros.
Cada dia que passa a Maçonaria trabalha menos pela coletividade. As nossas reuniões estão se tornando enfadonhas. Leitura de Ritual … ajudas (poucas) a terceiros… tempo de estudo geralmente também enfadonho e sem muito critério; enfim uma soma de tudo isso nos leva a pensar sobre a necessidade de preparar melhor aqueles que pretendem assumir cargos de direção em nossa Ordem.

CADÊ OS PLANOS?
Não podemos admitir mais que qualquer dirigente maçônico, seja um Venerável ou até mesmo um Grão-Mestre, possa assumir a Ordem sem um plano de atuação.

Verificamos que na maioria das vezes Irmãos nossos assumem a direção de cargos apenas com objetivo único de usar a Ordem em beneficio próprio. A nossa Ordem está carente de lideranças. Quem frequenta Lojas sabe que quando um Quadro de Obreiros se compõe de cem Irmãos apenas uns vinte frequentam regularmente nossos encontros semanais. E assim esse percentual, de apenas uns 20 a 10% dos Irmãos participam efetivamente dos nossos Trabalhos regulares e são responsáveis pelo destino de nossa Ordem.
Nas eleições para Veneráveis e Grão-Mestres o número de Irmãos aptos a votar não chega a 20% do quadro normal, o que nos dá a impressão de que muitas vezes o Irmão eleito não conta com a representatividade da Ordem. Quais seriam as causas dessa situação? Poderíamos citar algumas, como por exemplo a escolha dos candidatos, bem como a falta de preparo de nossos dirigentes e o desinteresse de alguns Irmãos.
Alguns de nossos Irmãos escolhem para iniciar na Ordem seus chefes, na esperança de galgar, pelos caminhos tortuosos, cargos na vida profana; alguns escolhem o Irmão pelo seu poder financeiro esquecendo-se de que na Ordem a Moral suplanta o material; outros escolhem os piores momentos para formação de seu grupo e, muito embora se possa recusar nomes, muitos não recusam acreditando que estão fazendo um bem ao proponente e até mesmo por amizade a ele.
Entendo que a nossa Ordem precisa usar como Símbolo a vassoura do ex-presidente Jânio Quadros. Precisamos limpar a nossa Ordem dos maus Maçons que nela conseguiram entrar.
Outro fator que tem diminuído a freqüência é a falta de planejamento das reuniões.
Muitos Veneráveis vão para a reunião sem um projeto definido.
Não há planos. Aliás, falta objetivo nas Lojas e mesmo no Grande Oriente.
Algum Irmão já viu, leu ou tem conhecimento dos planos dos candidatos ao Grão-Mestrado?
 Algum Irmão já observou que estamos conduzindo a Maçonaria sem qualquer objetivo? Na verdade não sabemos onde estamos e nem para onde vamos. 
E os Rituais? Cheios de erros conhecidos por todos os estudiosos e que permanecem em uso. Aliás, cada Loja, apesar de ter em mãos o mesmo Ritual, o interpreta a sua maneira e o que observamos são aberrações de todos os lados.

Será que é somente eu que estou vendo essas situações aqui expostas? Será que os Irmãos de outras Lojas e Orientes também não observam esses fatos? O que se tem feito para mudar essa situação? O que se tem feito para tornar menos enfadonhas as nossas reuniões?

Continua…

Irm:. E. F. L.
Or:. de Manhuaçu – MG
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