Entre os maçons tem sido uma constante o debate sobre o posicionamento de quem apoia e quem repudia o atual ocupante da Presidência da República.

Um fato que salta à vista, ou aos ouvidos, é a capacidade que o presidente bolsonaro tem de a todo momento proferir os mais terríveis palavrões, xingamentos e destempero emocional.
Tudo isto é bem típico dos ditadores, dos autoritários, dos machistas. Eles acham que com essa postura agressiva dominam aqueles que se opõem aos seus desígnios. Não sabem dialogar, e ao invés de argumentos, usam a força bruta do palavrão, para humilhar e intimidar o interlocutor.
Na ditadura militar que envergonhou o Brasil, de 1964 a 1985, era comum alguns generais e outras patentes, calarem jornalistas, prender e arrebentar qualquer pessoa que ousasse desafiar a impostura dos ditadores de plantão.
A Maçonaria, e por consequência seus seguidores, pelos princípios e ensinamentos que a regem, naturalmente NÃO toleram tais atitudes desvairadas. Portanto, aquele que aplaude a truculência dos impropérios, efetivamente não é um Maçom. Pode até está vinculado formalmente a uma entidade maçônica, mas com certeza não é um Obreiro da Luz, nem tão pouco um cidadão livre e de bons costumes, posto que escravizado pelo fanatismo político e satisfação de seus desejos animalescos.
Veja abaixo um retrato de como se comportava o último ditador e faça uma comparação com o candidato a este desonroso posto e reflita sobre o comportamento que devemos ter para um bom convívio social.

AS DECLARAÇÕES POLÊMICAS DE JOÃO BATISTA FIGUEIREDO, O ÚLTIMO PRESIDENTE MILITAR

Em diversas ocasiões, Figueiredo chocou o país com seus posicionamentos controversos

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Crédito: Reprodução
Temer, Dutra, Nereu Ramos. Estes são alguns dos presidentes do Brasil que não possuíam carisma nenhum, mas pelo menos nunca chegaram a ofender todo o povo do país. Este não é o caso de João Batista Figueiredo, último ditador militar antes da Nova Constituição. “O difícil faz-se logo, o impossível demora um pouco”, ele já dizia.
Figueiredo não nasceu para ser uma figura pública, mas sim um militar recluso. Apontado por Geisel como sucessor à presidência pela ARENA, ele era curto e grosso em diversas falas: “eu dava um tiro na nuca”, uma vez respondeu a um garoto que o questionou, em 1979, sobre o que faria se seu pai ganhasse apenas um salário mínimo.
O plano original do governo militar era o de transformar Figueiredo numa figura popular, conhecida como João do Povo. Mas isso foi muito difícil, afinal, o presidente não colaborava. Praticante do hipismo, foi questionado uma vez sobre o “cheiro do povo” numa entrevista sobre a cavalaria. Sem dó, ele respondeu: “Eu prefiro o cheiro do cavalo”.
Figueiredo e seus amados cavalos / Crédito: Reprodução
Seu governo foi marcado pela abertura controlada, a transição para um regime de eleições diretas. Quando questionado sobre a abertura, que ao mesmo tempo consolidava a estrutura de poder da Ditadura, mas tirava a centralidade dos militares, ele só gritou: “É para abrir mesmo. Quem quiser que não abra, eu prendo e arrebento”.
O apreço pelo povo era praticamente negativo para Figueiredo. Várias vezes de forma ofensiva, ele culpava os mais pobres por diversos problemas do país. Uma vez, ele afirmou que “um povo que não sabe nem escovar os dentes não está preparado para votar”.
Uma vez, disse, como se como uma piada: “Eu cheguei e as baianas já vieram me abraçando. Ficou um cheiro insuportável, cheguei no hotel tomei 3, 5, 7 banhos e aquele cheiro de preto não saía”. Também já declarou que “durante muito tempo o gaúcho foi gigolô de vaca“.
Foto clássica demonstra como Figueiredo era amado / Crédito: Domínio Público
Por fim, Figueiredo se posicionava como quem, na verdade, pouco se importava com a opinião popular. Ele foi eleito por um Colégio Eleitoral, nunca por sufrágio popular, e sabia que a vontade geral era a de fomentar o MDB e a Frente Democrática. Sua participação no governo seria temporária e responsável pela dissolução do regime.
Por isso, chegou a falar que “o povão que poderá me escutar será talvez os 70% de brasileiros que estão apoiando o Tancredo. Então desejo que eles tenham razão, que o doutor Tancredo consiga fazer um bom governo para eles”, mas encerrou da maneira mais brusca possível: “E que me esqueçam!”.
Fonte: Aventuras na História – Publicado por ANDRÉ NOGUEIRA EM 22/09/2019, ÀS 11H00 – ATUALIZADO ÀS 18H00
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