O texto a seguir foi publicado no blog “adventismo em foco”, que tanto pelo seu título, como pela introdução feita na matéria, demonstra uma grande ignorância sobre a maçonaria e seu simbolismo.

Paradoxalmente a publicação traz um importante artigo do Irmão Carlos A. Molinari, do Or.´. de Piracicaba, esclarecendo pontos interessantes sobre o significado do pelicano em Maçonaria.

Leia a matéria e faça suas conclusões.


Maçonaria zomba de Jesus ao estabelecer o Pelicano como seu símbolo

A Maçonaria estabeleceu o PELICANO como símbolo de Jesus. Veja a explicação Oficial logo abaixo e percebam como é contrária à Bíblia. O pelicano é um animal imundo, impuro, considerado impróprio para alimentação. É a mesma coisa que colocar o porco como símbolo de Jesus. A Bíblia estabelece o cordeiro e o leão como símbolos da divindade.

pelicano

Texto de CARLOS A. MOLINARI – 33º
Presidente do Conselho de Kadosh 66
Piracicaba/São Paulo

Examinando as páginas do Grande Dicionário Enciclopédico da Maçonaria de Nicola Aslan, vamos encontrar a seguinte descrição sobre o Pelicano: “símbolo maçônico representado pelo pelicano derramando sangue pelos seus filhotes a que foi adotado pela maçonaria, na antiga arte cristã, o Pelicano era considerado emblema do salvador”.
Este simbolismo tem por base uma antiga superstição, cuja falsidade foi demonstrada, mas, enquanto se acreditava nela, o Pelicano foi adotado como símbolo do Cristo, derramando o seu sangue pela Igreja e pela Humanidade.
A esta interpretação teológica, os místicos aplicaram, porém, outro significado, considerando o Pelicano como símbolo do próprio sacrifício, indicando que na medida em que damos , nossas posses, as nossas aquisições intelectuais, as nossas habilidades, alimentamos a nossa vida, desenvolvemos o nosso caráter e a nossa personalidade, sendo que, à medida que os anos passam, o nosso sacrifício se reflete em boas ações que perduram além da nossa vida, como que lembrando os sacrifícios que fizemos.
Entre os alquimistas, o Pelicano foi um utensílio que utilizaram para suas operações, e um símbolo.
Tratava-se de um alambique de vidro circular, de uma só peça, com o bojo encimado por um capitel tubulado, do qual partiam dois tubos opostos e encurvados, formando asa.
Estes tubos voltavam a entrar lateralmente no bojo, de modo que o líquido destilado recaía constantemente dentro dele. Não se sabe bem se o nome de Pelicano foi aplicado pelos alquimista ao aparelho por causa de sua forma que se parecia com esta ave, ou pela função do aparelho, destinado a alimentar constantemente e manter a vida, com o produto de suas entranhas, o “franguinho” do alquimista, ou seja, a “obra” que ele procurava realizar.
Nas várias fases por que passava a grande “obra”, a matéria tomava diferentes cores, tornando-se sucessivamente preta, branca, verde, amarela, arco-íris, etc., simples transições entre as cores principais. Estas tinham os seus símbolos: o preto simbolizava um cadáver, um esqueleto, um corvo, etc.: o branco geralmente por um cisne; o vermelho, a rubificação, como o chamavam, por um fênix, um Pelicano ou um jovem rei coroado encerrado no Ovo Filosófico.
O Pelicano é sempre representado no momento em que se abre as suas entranhas para alimentar seus filhotes, sempre em números considerados sagrados: 3-5-7. A Maçonaria vê no Pelicano o DEUS alimentando o seu Cosmos com a própria substância.
Por isso na Jóia dos Cavaleiros “Rosa-Cruzes” o Pelicano é visto embaixo da rosa-cruz e do compasso, que apóia as suas pontas sobre o quarto círculo que sustenta o seu ninho.
No simbolismo maçônico, o Pelicano é o emblema mais característico da caridade.
É como tirar de suas entranhas o alimento de seus filhotes. Muitos vêem no Pelicano o mais lindo símbolo do amor materno.
Entre os antigos Egípcios, o Pelicano era tido como ave sagrada, era um emissário do Espírito Santo, porque apresentava certas qualidades que faziam com que os nativos de então se surpreendessem pelos esplendores da ave.
O Espírito Santo bafejava sobre o povo, assim como a pomba nos evangelhos representa o Espírito Santo, tal como naquela passagem quando Cristo foi batizado nas águas do Rio Jordão. Saindo das águas, o céu se abriu e desceu o Espírito Santo na forma de uma pomba.
Seria Lenda?
Superstição?
Seria Verdade?
Não podemos questionar.
E isso porque o pássaro era o símbolo da maternidade mais augusta, da maternidade elevada ao seu grau máximo.
Então, o Pelicano possui uma espécie de bolsa, logo depois do bico, descendo para o papo. E, na forma de regurgitação, deposita ali os alimentos para os filhos. Quando necessitando desse trabalho, enfiava o bico pela bolsa e retirava o alimento que ali estava, servindo assim seus próprios filhos.
A ave procedia dessa forma para a manutenção dos filhotes, mas acreditavam piamente, os daquela época, que o Pelicano arrancava parte do próprio corpo para alimentar a prole, ou extraísse o próprio sangue que alimentava os rebentos.
O Pelicano não serve de sua carne, não serve de seu sangue para alimentar os filhotes, pelo processo que era vedado aos primitivos notarem, devido à distância em que ficavam. E a semelhança ficou, o símbolo permaneceu. E o Pelicano é para nós, realmente o emblema mais extraordinário de nossa própria Ordem, quando a mãe comum realiza todos os sacrifícios para amparar os filhos, para alimentar seus rebentos para propagar a própria espécie.
Não estranha, pois, que a Maçonaria dos Altos Graus, tenha adotado este símbolo do Pelicano para o Grau de Cavaleiro Rosa Cruz, 18, grau alquímico por excelência e eminentemente Cristão, fazendo-o, outrossim, o símbolo do amor paterno e materno.
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