Meditava sobre a firme edificação que faz o bom exemplo, quando me deparei com as palavras do Ir.’. Paulo Edgar Melo – ARLS Cedros do Líbano n° 1688, as quais abaixo transcrevo dada a contundência no aplainar do reto caminho para o qual fomos escolhidos e conclamados a seguir, vejam:
O cidadão, ao ter-se iniciado na Maçonaria, assumiu um compromisso sério e solene perante os seus irmãos de ter um procedimento correto e só praticar atos que o distingam pela moral.
Nós, meus irmãos, conduzimos em nossos ombros um fardo pesado que só os fortes não esmorecem. Esse fardo chama-se: “Ser Maçom”.
Não é fácil, a um Cidadão ter de se conduzir na sociedade de hoje de maneira impecável. Mas, esta mesma sociedade não perdoa a um maçom, qualquer ato indigno ou até mesmo censurável. “O que em um profano seria uma qualidade rara, em um maçom não passa do cumprimento de um dever”.

Não pode ou não deve o maçom embebedar-se ou fazer uso incorreto de bebidas alcoólicas. Lembre-se que a pessoa quando passa do limite tolerável na bebida, se expõe às críticas da sociedade e de seus irmãos.

Aprendemos, com que foi contado por nossos ancestrais, que o Cidadão daquela época, quando dava a sua “palavra de honra” ele cumpria com sacrifício de sua própria vida. “Diziam até que usavam dar como documento, um fio de sua barba. E o compromisso era cumprido, Do contrário, ele estaria com seu nome execrado

Ser Livre e de Bons Costumes é condição “sine qua non“, segundo Rizzardo da Camino, para que um profano possa ingressar na Maçonaria por meio da Iniciação.

A liberdade exigida é ampla, sem compromissos que inibam o cumprimento das obrigações maçônicas, sem restrições mentais e religiosas. Seria muito cômodo aceitar um candidato que politicamente é livre, pois não há mais escravidão no mundo ou um que penalmente não se encontre preso cumprindo alguma pena.
Por “Costumes” não se deve entender como um mero comportamento, uma conduta moral, mas sim um universo de práticas que conduzam o ser humano a uma vida espiritual. Isso exige um comportamento para com o seu próprio corpo, para com a sua própria alma e para com o seu espírito.
Não há nada mais perigoso do que esse conjunto de nove letras, porque frequentemente, em nome da Liberdade se cometem os mais hediondos crimes.
A pior escravidão é ser escravo de si mesmo. O alcoolismo é considerado pela Organização Mundial de Saúde como uma “doença incurável” que aparece igualmente, na mesma proporção, entre ricos, pobres, intelectuais, analfabetos, jovens, velhos, brancos, negros etc.
É a 3ª. doença que mais mata no mundo. Causa 90% das internações psiquiátricas e 20% das gerais em adultos. Cerca de 20% dos alcoolistas se torna dependente de outras drogas. Inicia pelo álcool por que não é proibido, o acesso é mais fácil e é mais barato.
O alcoolismo é responsável ainda por: 80% dos suicídios; 64% dos homicídios; 60% das agressões a mulheres e crianças; 41% dos assaltos; 39% dos estupros; 25% dos atropelamentos de alcoólatras; 45% dos jovens envolvidos com acidentes estavam alcoolizados; e motoristas alcoolizados são responsáveis por 66% dos acidentes fatais.
A Maçonaria não pode e não deve furtar-se ao compromisso social de divulgar por todos as formas e meios os efeitos danosos desse que podemos chamar de o GRANDE VILÃO SOCIAL, justamente por ser uma droga “LÍCITA”, com grande poder destrutivo (Luiz Carlos Affonso da Costa e outros – Ação Anti Droga – Alcoolismo e Maçonaria)”, como já vimos anteriormente.
Fica para nós MAÇONS o grande desafio de colocarmos o primeiro tijolo na construção deste “TEMPLO A VIRTUDE”, cavando de maneira positiva, “MASMORRAS AO VÍCIO” vencendo PAIXÕES, submetendo VONTADES e buscando salutares progressos neste caminhar evolutivo.
Ser “Livre e de Bons Costumes” constitui, como se depreende, uma exigência de muito maior profundidade do que parece à primeira vista.
Lembre-se que o maçom deve comparar-se a uma vela acesa: “consome-se iluminando”.

Texto: Bruno Bezerra de Macedo – MM
Fonte: ARLS BERÇO DOS BANDEIRANTES 692

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