O olho desempenha um dos papéis mais importantes no simbolismo oculto e, provavelmente, deve a sua origem aos desenhos mágicos do Olho de Horus, que foi um dos mais utilizados símbolos mágicos egípcios” (Magical Symbols p. 101, escrito pelo ocultista Fredrick Goodman).

Este símbolo, que é compartilhado com a maioria das falsas religiões, cultos e entidades ocultas hoje sempre foi usado como um símbolo de “divindade“.

Significativamente o Royal Arch Purple repete este falso ensino (quase palavra por palavra) dizendo, “Olho Que Tudo Vê, a quem o Sol, Lua e as Estrelas obedecem, e sob cujo vigilante cuidado realiza suas revoluções estupendas, contempla os recessos mais íntimos do coração humano, e nos recompensará de acordo às nossas obras.

Nessa reflexão, vemos que a maçonaria mais uma vez apoia a doutrina errônea de ‘salvação através de um caráter reto e as boas obras’.

Isso está em total violação da Escritura que ensina “sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada.” Gálatas 2:16

O “Olho Que Tudo Vê” é uma representação da onisciência de Horus, o deus sol. (Magic Symbols, Frederick Goodman, p. 103, livro de símbolos satânicos). Como diz um livro maçônico: “Essas considerações nos levam a um tópico interessante, o Olho da Mente, ou o Olho de Horus … e transmitindo a ideia do ‘Olho Que Tudo Vê’.

O fim definido antes do neófito egípcio era a iluminação, ou seja, ‘trazido à luz’. A religião do Egito era a Religião da Luz”. (Thomas Milton Stewart, The Symbolism of the Gods of the Egyptians and the Light They Throw on Freemasonry – O Simbolismo dos deuses dos Egípcios e a Luz Que Eles Dão à Maçonaria – Londres, Inglaterra, Baskerville Press, Ltd., 1927, p. 5)

Esse autor maçom acaba de nos dizer que a Luz à qual os maçons se referem constantemente, e para a qual devem se direcionar constantemente, é a Religião de Horus! Isso é extremamente condenável, pois na mitologia egípcia Horus é Lúcifer! (ex-satanista William Schnoebelen, Masonry: Beyond The Light – Maçonaria: Além da Luz – p. 197)

O ensino peculiar de sociedade secreta que rodeia este símbolo esotérico, não surpreendentemente, disfarça um significado oculto. O autor evangélico de “Guardiões do Graal” (Guardians of the Grail) J.R. Church afirma “O símbolo pode representar um deus, mas não é o Deus da Bíblia. É um olho humano indicando que o homem é deus. Representa o chamado ‘poder da mente’, a capacidade de manipular o seu mundo com o pensamento.” (p.165).

O ocultista Fredrick Goodman escreve que “o olho se relaciona com o ‘Deus dentro de nós’ para o maior guardião espiritual que pode ‘ver’ o propósito da vida do homem e de alguma maneira misteriosa guiá-lo.” (Magical Symbols, p. 101 – Símbolos Mágicos).

J.R. Church mostra ainda que “Muitos grupos modernos, embora não relacionados com a estrutura de uma organização, no entanto, afirmam ser ramificações da chamada Religião Misteriosa. Eles acreditam e praticam a mesma Doutrina Secreta”.

Algumas organizações podem ainda parecer ser inimigos, mas sua filosofia base é a mesma. Eles parecem ser participantes da principal filosofia Babilônica. Eles todos levam os mesmos símbolos, como o Olho Que Tudo Vê, e acreditam na chamada Doutrina Secreta.” (p. 161). Ele também explica que “É o símbolo dos Illuminati, bem como o símbolo dos Rosacruzes.” (p.165).

O simbolismo do olho, como acontece com todos os símbolos, está aberto a muitas interpretações. Possíveis origens desse símbolo variam desde o terceiro olho do hinduísmo e da yoga até o Vesica Pisces.

Do ponto de vista maçônico ele pode ser interpretado como a iluminação de “ver” as coisas como elas realmente são, no contexto do terceiro olho, ou como um símbolo dos deuses olhando por nós, como acontece com o olho de Horus.

Este símbolo também é chamado de “Olho da Providência“, às vezes referido em rituais maçônicos como o “Olho Que Tudo Vê” (da Deidade) é encontrado no ritual da maioria das jurisdições, lembrando um maçom que suas palavras e ações estão sendo julgadas pelo “Supremo Arquiteto do Universo“.

Ele é chamado o Olho Fechado da Escuridão Desconhecida“, “por alusão às trevas do Espírito não manifestado” “antes da criação dos seres e das coisas. Mas no que é chamado de criação diz-se que o olho abriu, e depois o esplendor do Espírito Inefável derramou-se através das eras e dos espaços” “Plutarch diz que a principal divindade do Egito era representado com o símbolo de um olho, e como um emblema abrangido por chamas solares ocorre novamente nas velhas teosofias.”Arthur Edward Waite, A New Encyclopedia of Freemasonry 1970, p. 21

Do ponto de vista bíblico, não há sequer um versículo na Bíblia que se refere a Deus como “o olho que tudo vê“. Esse olho é puramente um símbolo oculto para referir-se à divindade do deus deles. E essa expressão “o olho que tudo vê” é totalmente maçônica.

Então, sabendo disso, por que a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) utiliza tanto essa expressão e esse símbolo oculto (entre outros)?

O símbolo do “Olho” pode ser visto nesta organização (IASD) já desde 1874, quando Ellen G. White (a profetiza dos Adventistas) e seu marido James White conceberam a litografia intitulada “Way of Life“.

Autor: Didjo Netuno

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