Oito papas ao longo de 200 anos, numa enxurrada de 20 interdições legais, condenaram a Maçonaria, pronunciando a excomunhão automática contra qualquer católico que se torne membro de uma Loja Maçónica.

Agora, um novo livro de um membro do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso está a alegar que um católico praticante pode simultaneamente ser um Maçom e que a pena de excomunhão “certamente não” pode ser aplicada aos “maçons católicos”.
O padre Michael Heinrich Weninger lançou o seu estudo de 500 páginas intitulado “Loge und Altar: Uber die Aussohnung von Katholischer Kirche und regularer Freimaurerei” (Loja e Altar: Sobre a  reconciliação entre a Igreja Católica e a Maçonaria Regular), na passada quarta-feira (12.02.2020) em Viena, acompanhado pelo Grão-Mestre Austríaco, Georg Semler, que esteve presente na mesa.
Georg Semler identifica-se como um “católico comprometido”, enquanto Weninger, ordenado pelo Cardeal Christoph Schonborn em 2011, foi feito Maçom após celebrar a missa na consagração da nova loja de Mark Master Masons nº 1954 em 2014.
Um comunicado maçônico informou os seus membros que “o irmão Rev. Michael foi instalado e investido como capelão em cada uma das três lojas”, acrescentando que Weninger estava “bem qualificado, pois vive no Vaticano como membro do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, mas que trabalha em Roma”.
Weninger diz que apresentou cópias do seu livro ao papa Francisco, a Schonborn e a altos oficiais da Cúria Romana. O Cardeal Schonborn terá respondido com “Nada, para além de boa vontade”, referiu ele.

Continua…

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