Os petroleiros, que seguem ocupando uma sala no quarto andar da sede da Petrobras no Rio de Janeiro, não conseguem receber alimentos. De acordo com Deyvid Bacelar, dirigente da Federação Única dos Petroleiros, a empresa proibiu a entrada de pessoas que levem comida para os sindicalistas. O dirigente relata que os grevistas presentes no local estão com a alimentação comprometida, devido à impossibilidade de receberem alimentos.
A gente está aqui à base de biscoito, barras de cereais e água, apenas. As pessoas que estão tentando nos enviar alimentação, infelizmente, não estão sendo permitidas de acessarem o prédio, ainda que seja somente para entregar”, disse.
A ocupação do prédio da Petrobras ocorre em paralelo à greve da categoria, que teve início às 0h deste sábado (1). De acordo com a FUP, 13 estados aderiram à paralisação. O movimento, segundo Bacelar, deve crescer durante a semana com a adesão de outras categorias.
É de suma importância que essa luta não seja apenas dos petroleiros e das petroleiras. Essa luta é em defesa do patrimônio público, do serviço público, da soberania nacional, dos empregos, dos preços justos para os combustíveis, é da sociedade brasileira”, ressalta Bacelar.
Em nota, a Petrobras informou que a ocupação contraria as normas da empresa, mas que não há qualquer retaliação ao grupo.
A empresa também classificou como “descabido” o movimento grevista. “As justificativas são infundadas e não preenchem os requisitos legais para o exercício do direito de greve. Os compromissos pactuados entre as partes vêm sendo integralmente cumpridos pela Petrobras em todos os temas destacados pelos sindicatos“, diz o comunicado.
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