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Potência Maçônica é o nome que se dá ao organismo maçônico representante nacional da Grande Loja Unida da Inglaterra ou de um organismo maçônico também de caráter nacional e que possua com a Grande Loja Unida da Inglaterra o Tratado de Mútuo Reconhecimento e seja por esta declarado como um organismo regular.
Tal conceito difere daquele de Obediência Maçônica , que geralmente é concedido aos representantes regionais, estaduais ou provinciais daquela Potência Maçônica, tal qual desmembramentos administrativos desta, a qual funciona como sua superior hierárquica e como elo de ligação com a GLUI.

No Brasil existem 3 grandes grupos de Potências/Obediências Maçônicas:

GOB – Grande Oriente do Brasil com Grandes Orientes Estaduais

CMSB – Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (Grandes Lojas Estaduais)

COMAB – Confederação Maçônica do Brasil – COMAB (Grandes Orientes Independentes)


Grande Oriente do Brasil

Embora tenha, a Maçonaria brasileira, se iniciado em 1797 com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, e ainda com a Loja União, em 1800, sucedida pela Loja Reunião em 1802, no Rio de Janeiro, só em 1822, quando a campanha pela independência do Brasil se tornava mais intensa, é que iria ser criada sua primeira Obediência, com Jurisdição nacional, exatamente com a incumbência de levar a cabo o processo de emancipação política do país.

Criado a 17 de junho de 1822, por três Lojas do Rio de Janeiro – a Commercio e Artes na Idade do Ouro e mais a União e Tranquilidade e a Esperança de Niterói, resultantes da divisão da primeira – O Grande Oriente Brasileiro teve, como seus primeiros mandatários José Bonifácio de Andrada e Silva, ministro do Reino e de Estrangeiros e Joaquim Gonçalves Ledo, Primeiro Vigilante. A 4 de outubro do mesmo ano, já após a declaração de independência de 7 de setembro, José Bonifácio foi substituído pelo então príncipe regente e, logo depois, Imperador D. Pedro I (Irmão Guatimozim). Este, diante da instabilidade dos primeiros dias de nação independente e considerando a rivalidade política entre os grupos de José Bonifácio e de Gonçalves Ledo – que se destacava, ao lado de José Clemente Pereira e o cônego Januário da Cunha Barbosa, como o principal líder dos maçons – mandou suspender os trabalhos do Grande Oriente, a 25 de outubro de 1822. Somente em novembro de 1831, após a abdicação de D. Pedro I – ocorrida a 7 de abril daquele ano – é que os trabalhos maçônicos retomaram força e vigor, com a reinstalação da Obediência, sob o título de Grande Oriente do Brasil, que nunca mais suspendeu as suas atividades.

Instalado no Palácio Maçônico do Lavradio, no Rio de Janeiro, a partir de 1842, e com Lojas em praticamente todas as províncias, o Grande Oriente do Brasil logo se tornou um participante ativo em todas as grandes conquistas sociais do povo brasileiro, fazendo com que sua História se confunda com a própria História do Brasil Independente.
Através de homens de alto espírito público, colocados em arcas importantes da atividade humana, principalmente em segmentos formadores de opinião, como as Classes Liberais, o Jornalismo e as Forças Armadas – o Exército, mais especificamente – O Grande Oriente do Brasil iria ter, a partir da metade do século XIX, atuação marcante em diversas campanhas sociais e cívicas da nação.
Assim, distinguiu-se na campanha pela extinção da escravatura negra no país, obtendo leis que foram abatendo o escravagismo, paulatinamente; entre elas, a “Lei Euzébio de Queiroz”, que extinguia o tráfico de escravos, em 1850, e a “Lei Visconde do Rio Branco”, de 1871, que declarava livre as crianças nascidas de escravas daí em diante. Euzébio de Queiroz foi maçom graduado e membro do Supremo Conselho da Grau 33; o Visconde do Rio Branco, como chefe de Gabinete Ministerial, foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. O trabalho maçônico só parou com a abolição da escravatura, a 13 de maio de 1888.

A Campanha republicana, que pretendia evitar um terceiro reinado no Brasil e colocar o país na mesma situação das demais nações centro e sul americanas, também contou com intenso trabalho maçônico de divulgação dos ideais da República, nas Lojas e nos Clubes Republicanos, espalhados por todo o país. Na hora final da campanha, quando a república foi implantada, ali estava um maçom a liderar as tropas do Exército com seu prestígio: Marechal Deodoro da Fonseca que viria a ser Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Durante os primeiros quarenta anos da República – período denominado “República Velha” – foi notória a participação do Grande Oriente do Brasil na evolução política nacional, através de vários presidentes maçons, além de Deodoro: Marechal Floriano Peixoto Moraes, Manoel Ferraz de Campos Salles, Marechal Hermes da Fonseca, Nilo Peçanha, Wenceslau Brás e Washington Luís Pereira de Souza.

Durante a 1ª Grande Guerra (1914 – 1918), o Grande Oriente do Brasil, a partir de 1916, através de seu Grão-Mestre, Almirante Veríssimo José da Costa, apoiava a entrada do Brasil no conflito, ao lado das nações amigas. E, mesmo antes dessa entrada, que se deu em 1917, o Grande Oriente já enviava contribuições financeiras à Maçonaria Francesa, destinadas ao socorro das vítimas da guerra, como indica a correspondência, que, da França, era enviada ao Grande Oriente do Brasil, na época.

Mesmo com uma cisão, que, surgida em 1927, originou as Grandes Lojas Estaduais brasileiras, enfraquecendo, momentaneamente, o Grande Oriente do Brasil, este continuou como ponta-de-lança da Maçonaria, em diversas questões nacionais, como: anistia para presos políticos, durante períodos de exceção, com estado de sítio, em alguns governos da República; a luta pela redemocratização do país, que fora submetido, desde 1937, a uma ditadura, que só terminaria em 1945; participação, através das Obediências Maçônicas européias, na divulgação da doutrina democrática dos países aliados, na 2ª Grande Guerra (1939 – 1945); participação no movimento que interrompeu a escalada da extrema-esquerda no país, em 1964; combate ao posterior desvirtuamento desse movimento, que gerou o regime autoritário longo demais; luta pela anistia geral dos atingidos por esse movimento; trabalho pela volta das eleições diretas, depois de um longo período de governantes impostos ao país.

E, em 1983, investia na juventude, ao criar a sua máxima obra social; a Ação Paramaçônica Juvenil, de âmbito nacional, destinada ao aperfeiçoamento físico e intelectual dos jovens – de ambos os sexos, filhos ou não filhos de maçons.

Presente em Brasília – capital do país, desde 1960 – onde se instalou em 1978, o Grande Oriente do Brasil tem, hoje, um patrimônio considerável, e em diversos Estados, além do Rio de Janeiro, e na Capital Federal, onde sua sede ocupa um edifício com 7.800 metros quadrados de área construída.

Com aproximadamente 2.000 Lojas, cerca de 61.500 obreiros ativos (31.12.1999), reconhecido por mais de 100 Obediências regulares do mundo, o Grande Oriente do Brasil é, hoje, a maior Obediência Maçônica do mundo latino e reconhecida como regular e legítima pela Grande Loja Unida da Inglaterra, de acordo com os termos do Tratado de 1935.


Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil

É uma Confederação onde as Grandes Lojas associadas não perdem sua autonomia.

A CMSB é orientada para incrementar a difusão da doutrina e dos postulados maçônicos, estudar e coordenar medidas de ação maçônica conjunta e estimular instruções maçônicas entre as confederadas.

Em 1952 iniciou-se um ciclo de mesas redondas a fim de que se orientasse a criação de uma Confederação que respeitasse as regionalidades da Grandes Lojas, mas as reunisse em um objetivo comum, no Brasil. Assim, em 12 de novembro de 1965, foi fundada a CMSB e instalada em julho de 1966.

A CMSB é uma entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos, cuja função precípua é coordenar ações que possam interessar às Confederadas, no sentido de uma ação maçônica conjunta.


HISTÓRIA

A formação do Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira.

Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira – fundado em 04/08/1973.

Em 1973, a Maçonaria no Brasil passou por um processo de declaração conjunto de desfiliação de dez Grandes Orientes Estaduais do Grande Oriente do Brasil.

Esse fato é considerado, junto com o momento histórico de 1927, um dos maiores acontecimentos da História da Maçonaria no Brasil, dando origem ao chamado “Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira”.

Iniciava-se uma nova jornada na Maçonaria brasileira e fixavam-se os alicerces para que outros Grandes Orientes Estaduais se orientassem pelos princípios federativos e constituíssem, primeiramente, um Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria brasileira, que evoluiu para a Confederação Maçônica do Brasil.

Por convocação do Grão-Mestre de Minas Gerais, Athos Vieira de Andrade, reuniram-se em Belo Horizonte/MG os Grão-Mestres Danylo José Fernandes, do Grande Oriente de São Paulo, Osmar Maria Diógenes, do Grande Oriente do Ceará, Salatiel de Vasconcelos Silva, do Grande Oriente do Rio Grande do Norte, Celso Clarimundo da Fonseca, do Grande Oriente do Distrito Federal, Nilson Constantino, do Grande Oriente do Mato Grosso, Enoch Vieira dos Santos, do Grande Oriente do Paraná, Miguel Christakis, do Grande Oriente de Santa Catarina, Luiz Alberto de Alcântara Velho Barreto, do Grande Oriente de Pernambuco, Afonso Augusto de Morais, do Grande Oriente do Maranhão, e Ivan Neiva Neves, do Grande Oriente do Espírito Santo, resultando, dessa reunião, a fundação do Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira.

Em anúncio a todos os Grandes Orientes Estaduais, e a todas as Lojas, foi publicada a seguinte proclamação:

Decidiu-se que:

– Cada Grande Oriente Estadual seria autônomo, independente e soberano, reconhecendo os demais como legais e legítimos, com a adoção da Constituição e Regulamento Geral específico;

– Que o Colégio de Grão-Mestres já seria uma instituição confederada, constituída para manter a integridade dos Grandes Orientes, unidos por interesses comuns e que brotaria dentro das vias culturais emergentes, mantida a essencialidade da Maçonaria.

PRESIDENTES

2015/2016 – Atual
Amilcar Silva Júnior (Mato Grosso do Sul)

2014/2015 – Atual
Jurandir Alves de Vasconcelos (São Paulo)

2013/2014
Lazaro Emanuel Franco Salles (Minas Gerais)

2012/2013
José Simioni (Mato Grosso)

2010/2011
Rubens Ricardo Franz (Santa Catarina)

2009/2010
José Aristides Fermino (Rio Grande do Sul)

2008/2009
Heber Xavier (Mato Grosso do Sul)

2007/2008
João Krainski Neto (Paraná)

2006/2007
Ticiano Duarte (Rio Grande do Norte)

2005/2006
Antônio do Carmo Ferreira (Pernambuco)

2004/2005
Ward Sousa Gusmão (Rio de Janeiro)

2003/2004
Sebastião Moreira Feitosa (Piauí)

2002/2003
José Mattos Silva (São Paulo)

2001/2002
Plínio Ferreira Marques (Maranhão)

2000/2001
Milton Barbosa da Silva (Rio Grande do Sul)

1999/2000
João Batista Coringa da Silva (Rio Grande do Norte)

1998/1999
Anselmo Falcão de Arruda (Mato Grosso)

1997/1998
Helton Barroso Drey (Minas Gerais)

1996/1997
José Carlos Pacheco (Santa Catarina)

1995/1996
João Laércio Gagliardi Fernandes (Paraíba)

1994/1995
Lourival Pedro Kaled (Paraná)

1993/1994
Antônio do Carmo Ferreira (Pernambuco)

1992/1993
Hirohito Torres Lage (Minas Gerais)

1991/1992
Milton Barbosa da Silva (Rio Grande do Sul)

1990/1991
Raimundo Ferreira Marques (Maranhão)

1989/1990
Francisco Vady Nozar Mello (Santa Catarina)

1988/1989
José Frederico Zanini (São Paulo)

1987/1988
José Augusto Bezerra (Ceará)

1986/1987
Pedro Bianco (Rio de Janeiro)

1985/1986
Athenágoras Café Carvalhais (Minas Gerais)

1984/1985
Willian Atallah (Mato Grosso do Sul)

1983/1984
Djalma Marques de Melo (Pernambuco)

1982/1983
José Menezes Junior (São Paulo)

1981/1982
Raimundo Ferreira Marques (Maranhão)

1980/1981
Miguel Christakis (Santa Catarina)

1979/1980
Armando de Lima Fagundes (Rio Grande do Norte)

1978/1979
Nelson Constantino (Mato Grosso)

1977/1978
Enoch Vieira dos Santos (Paraná)

1976/1977
Frederico Renato Mottola (Rio Grande do Sul)

1975/1976
Daylo José Fernandes (São Paulo)

1974/1975
Osmar Maia Diógenes (Ceará)

1973/1974
Athos Vieira de Andrade (Minas Gerais)


A Confederação Maçônica do Brasil – COMAB.

Confederação Maçônica do Brasil – fundada em 06/04/1991.

Realizou-se em Brasília, nos dias 4, 5 e 6 de abril de 1991, a “XXXVª Assembléia Geral do Colégio de Grão-Mestres”, tendo como local o Instituto Presbiteriano Nacional de Educação. [Boletim Oficial do GOSC n°310/91, de 2 de maio de 1990, p.19]

A Reunião tinha como “Edital de Convocação” a votação da proposta de reforma do Estatuto e do Regimento Interno da Confederação Maçônica do Brasil – COMAB, ex-Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira.

Um dos pontos de maior evidência debatidos foi a discussão e votação do projeto da “Confederação Maçônica do Brasil”. Este projeto, após discutido, votado e apresentada sua redação final, foi aprovado por unanimidade. Já o Regimento Interno ficou para ser apresentado na Reunião a ser realizada em São Luiz/MA, entre os dias 13 e 16 de junho daquele ano.

Essa alteração objetivou vincular cada Grande Oriente Federado a uma Confederação, sem perda da autonomia, independência e soberania, com as seguintes finalidades:

Representar, de forma confederada, as Potências e Obediências filiadas, mediante deliberação específica, perante as organizações, de maçons do país e do estrangeiro, e perante o mundo profano, tendo em vista a grandeza, a harmonia e a glória da Maçonaria;

Congregar as Obediências no estudo da Filosofia, História, Liturgia e Simbologia Maçônica, induzindo-as à prática da filantropia, do civismo, do desenvolvimento científico, cultural e artístico e ao aprimoramento moral das sociedades sob sua circunscrição;

Colaborar com as autoridades legitimamente constituídas no sentido da ordem, do progresso e do bem-estar da população brasileira;

Incrementar a difusão, pelas federadas, da doutrina e dos postulados da Maçonaria universal e do ideal maçônico;

Estudar e coordenar medidas que possam interessar aso federados, no sentido da ação maçônica conjunta;

Sugerir e estimular instruções maçônicas entre as federadas;

Ativar as relações das federadas entre si, e destas, com outras Potências;

Manter cursos no campo educativo, científico e assistencial, diretamente ou por intermédio das federadas; conceder bolsas de estudos como pessoa humana útil e produtiva à sociedade; e

Manter, em sua sede, biblioteca que contenha departamento público e maçônico, e estimular a criação e o desenvolvimento de organismos similares pelas federadas.

Assinaram e anuíram a esse novo Estatuto:

– Grande Oriente Autônomo de Alagoas;
– Grande Oriente do Estado do Amazonas;
– Grande Oriente da Bahia;
– Grande Oriente do Ceará;
– Grande Oriente Autônomo do Maranhão;
– Grande Oriente do Mato Grosso;
– Grande Oriente de Mato Grosso do Sul;
– Grande Oriente Minas Gerais;
– Grande Oriente Paulista;
– Grande Oriente Independente da Paraíba;
– Grande Oriente do Paraná;
– Grande Oriente Independente de Pernambuco;
– Grande Oriente Independente do Piauí;
– Grande Oriente Independente do Rio de Janeiro;
– Grande Oriente Independente do Rio Grande do Norte;
– Grande Oriente do Rio Grande do Sul;
– Grande Oriente de Santa Catarina.

PRESIDENTES
(a partir de 1991)

Milton Barbosa da Silva (Rio Grande do Sul) 1991/1992

Hirohito Torres Lage (Minas Gerais) 1992/1993

Antônio do Carmo Ferreira (Pernambuco) 1993/1994

Lourival Pedro Kaled (Paraná) 1994/1995

João Laércio Gagliardi Fernandes (Paraíba) 1995/1996

José Carlos Pacheco (Santa Catarina) 1996/1997

Helton Barroso Drey (Minas Gerais) 1997/1998

Anselmo Falcão de Arruda (Mato Grosso) 1998/1999

João Batista Coringa da Silva (Rio Grande do Norte) 1999/2000

Milton Barbosa da Silva (Rio Grande do Sul) 2000/2001

Plínio Ferreira Marques (Maranhão) 2001/2002

José Mattos Silva (São Paulo) 2002/2003

Sebastião Moreira Feitosa (Piauí) 2003/2004

Ward Sousa Gusmão (Rio de Janeiro) 2004/2005

Antônio do Carmo Ferreira (Pernambuco) 2005/2006

Ticiano Duarte (Rio Grande do Norte) 2006/2007

João Krainski Neto (Paraná) 2007/2008

Heber Xavier (Mato Grosso do Sul) 2008/2009

José Aristides Fermino (Rio Grande do Sul) 2009/2010

Rubens Ricardo Franz (Santa Catarina) 2010/2011

O nosso povo tem o defeito grave de ser muito individualista e por isso em vez de se apaixonar e lutar pelos grandes ideais de “todos juntos”, cada qual cuida de si e vive se lastimando dos seus sacrifícios pessoais. A conclusão, não demora a falar por si: isso é egoísmo e falta de compreensão dos deveres para com Deus, com a Pátria e com sociedade.


Pesquisa: GABRIEL CAMPOS DE OLIVEIRA

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