Se o Face quer fazer censura política, tem que explicitar as regras. Caso contrário, se permite censurar qualquer coisa. Até a censura dos tempos da ditadura sublinhava as palavras proibidas

Mais uma vez um texto do Diário foi censurado. E agora fui suspenso por três dias. Mandei uma carta para eles, mas não houve resposta e a censura foi mantida. A carta diz:
Cara equipe do Facebook, reli de novo meu texto e não encontrei nenhum indício de discurso de ódio em relação a raça, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual, sexo, gênero ou identidade de gênero, deficiências ou doenças graves. Pelo contrário. O texto ironiza a homofobia do presidente Bolsonaro. Aliás, trata-se de um post essencialmente cômico/político.
Se o Face quer fazer censura política daqui pra frente, acho que tem que explicitar isso em suas regras. Não dizendo claramente qual a palavra ou a informação que causou a censura, o Face deixa seus usuários no limbo e se permite a censurar qualquer coisa, qualquer texto, qualquer ideia. Até a censura dos tempos da ditadura militar explicava seus motivos, sublinhava as palavras proibidas.
Censurando, sem nem explicar o motivo, o Face se coloca como um deus inatingível e ininteligível. Imagino que esta solicitação de revisão, como as anteriores, será inútil. O que é uma pena. Porque não consigo pensar em outro motivo para a censura deste texto que não seja político. Enfim se daqui pra frente o Face fará o papel de censor, há que explicar o porquê. O Face tem que mostrar sua face.
Além de não responder a carta, o Face ainda suspendeu a publicação de um post, que foi uma entrevista feita a partir de perguntas dos próprios leitores da página. O post com a entrevista é este aqui, que havia sido publicado no dia 5 de abril.
Não é a primeira vez que acontece. No final de janeiro, o Facebook tirou do ar três postagens. O Diário do Bolso passou então a ser publicado também pela MÍDIA ALTERNATIVA.
Fonte: Rede Brasil Atual
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