É sempre motivo de honra para o Maçom atingir a posição mais elevada dentro da escala ascendente, chegando ao topo da pirâmide, sendo investido no mais alto Grau do Rito, no nosso caso o GRAU 33 do REAA, o que deverá acontecer dentro de uma escala natural e progressiva, trilhando a sua trajetória normal, cumprindo-se os interstícios, além do que, exige-se muito estudo, reflexão e participação, pois os Graus se entrelaçam. E a medida que avançamos, passamos a melhor entender algo que nos parecia um tanto obscuro no decorrer da jornada, nos Graus intermediários.
E só um conhecimento pleno, nos dá a condição de um amplo entendimento da Simbologia Maçônica, sua complexa Ritualística, enfim, um aclaramento sobre a sua Filosofia, ampliando nossa visão da sua verdadeira natureza, de seus fundamentos, princípios e de sua real finalidade.
Devemos ainda dizer que, em Maçonaria sempre haverá o que aprender e não há nada de anormal quando se diz que um Grau 33 aprendeu algo com um Aprendiz ou com um Companheiro, pois a grande verdade é que somos “Eternos Aprendizes“.
O mais alto Grau Maçônico jamais poderá ser motivo de vaidade, pompa, tampouco confere “status” de superioridade a nenhum Maçom. Não será por estarmos mais avançados nos estudos da Maçonaria, que podemos nos considerar superiores a ninguém. Aquele que assim pensar, não entendeu a verdadeira filosofia de nossa Sublime Instituição.
Devemos sim, estarmos conscientes de que, ao obtermos o mais alto Grau, fizemos jus a ele, que atingimos tal posição por mérito, em razão de havermos cumprido todas as exigências para tal fim, após anos de estudos, trabalhos e participação na incessante luta em que a nossa Sublime Ordem se empenha e abraça.
E o GRAU 33 não é o fim na Maçonaria. Não é a aposentadoria para o Maçom. Após ele, com visão mais ampla da Ordem Maçônica, inicia-se para o Maçom a caminhada da Verdadeira Verdade, pois o Maçom é um eterno investigante dela. É aí que ele deverá estar em plenas condições de bem aplicar os seus princípios, sua Filosofia e suas diretrizes, dentro daquilo que a ORDEM espera de cada um de nós.
Pode-se dizer que é muito bom ser Maçom, que é muito bom completar os estudos ritualísticos e chegar ao Grau 33, mas sempre haverá o que estudar e ampliar os conhecimentos Maçônicos. E pode ser dito também que a Maçonaria é uma Instituição que nasceu predestinada a constituir-se no ponto de união e convergência da Humanidade e que ser Maçom é, antes de tudo, um estado de Espírito.
Mas é válido ressaltar que: “Nem todos que aqui estão SÃO, e nem todos que SÃO, aqui estão“.
Fraternalmente,
W.G.