Um Aprendiz Maçom, leitor do site, nos enviou várias fotos do Ministro da Casa Civil de Bolsonaro, o deputado do DEM Onyx Lorenzoni, dentro de um Templo Maçônico e nos indaga se o referido político é maçom e qual maçonaria aceitaria em seus quadros um político que defende pautas nada humanistas, em contradição com o que prega a Ordem Maçônica.

Fomos verificar a origem das fotos, e realmente elas são verdadeiras. Porém constatamos que as mesmas não são atuais e foram tiradas em 14/10/2013, por ocasião da comemoração dos 120 anos de fundação do GORGS – Grande Oriente do Rio Grande do Sul.
Na ocasião, Onyx Lorenzoni estava representando oficialmente o presidente da Câmara dos Deputados Federais (de acordo com o Ato 66), o Sr. Henrique Alves, aquele mesmo que tem vários processo por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
A Sessão Magna Pública aconteceu no templo Nobre Caldas Júnior, em Porto Alegre.
O Grão-Mestre do GORGS na época era o maçom Tadeu Pedro Drago.

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Quanto à pergunta se Onyx é maçom, na época das fotos ele não era. Pesquisamos com alguns irmãos gaúchos e até onde se tem conhecimento, ele não foi iniciado em nenhuma Loja Maçônica do Rio Grande do Sul.

Quanto à indagação de “qual tipo de maçonaria que o aceitaria em seus quadros”, há uma subjetividade que tentaremos em poucas palavras esclarecer.
Em princípio, a Maçonaria aceita todos os cidadãos que sejam livres, tenha bons costumes, seja ético, honesto, se comprometa com a legenda Liberdade, Igualdade e Fraternidade e queira ser um construtor de pontes para tornar a sociedade mais justa e igualitária.

No entanto, a maçonaria tradicional brasileira tornou-se bastante conservadora, e até contrária a alguns avanços sociais, e tem priorizado nos últimos tempos pela admissão de pessoas que tenham posses avultadas ou posição de poder dentro da sociedade.

Onyx é defensor da flexibilização do Estatuto do Desarmamento e de outras posições do campo liberal e conservador, como redução da maioridade penal, contra as cotas raciais e a favor de projetos ligados à pauta ruralista. Em 2014, quando a doação empresarial a campanhas eleitorais ainda era permitida, o deputado recebeu R$ 100 mil de duas das maiores empresas de armas e munições do Brasil:  a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a Forjas Taurus S.A. Quatro anos antes, a Taurus repassou R$ 150 mil para a campanha de Onyx, mesmo valor doado pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições.
Então, facilmente ele seria aceito em uma Loja Maçônica de qualquer Obediência brasileira, que equivocadamente defendem também esta pauta, contrária aos mais caros princípios da verdadeira e pura Maçonaria.

Caixa 2

Em maio do ano passado, quando vieram à tona as delações de executivos do Grupo JBS em que Onyx foi citado como tendo recebido dinheiro dos executivos, ele confessou o uso do dinheiro. Na época, deu entrevistas e gravou um vídeo reconhecendo que recebeu R$ 100 mil durante a campanha eleitoral de 2014 de um empresário e não declarou o valor na sua prestação de contas, o que configura o crime de caixa 2. O parlamentar disse que entregaria uma declaração ao Ministério Público Federal (MPF) assumindo o erro e que pagaria por ele.
Então podemos perceber que uma pessoa com tais práticas criminosas e reprováveis como estas, caso os dirigentes maçônicos cumprissem fielmente os enunciados da legislação maçônica, jamais um cidadão como Onyx Lorenzoni adentraria na Sublime Ordem.

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