Excerto do livro Simbologia Maçônica dos Painéis: Lojas de Aprendiz, Companheiro e Mestre – Irm.’. Almir Sant’Anna Cruz

Em 1742 ocorreu o segundo processo instaurado contra a Maçonaria pela Inquisição em Portugal, onde fomos buscar como se processavam  os banquetes ritualísticos, nos depoimentos do Venerável Mestre Irmão John Coustos, suíço naturalizado  inglês e do 2º Vigilante, Irmão Alexandre Jacques Mouton, de nacionalidade francesa:
Irmão John Coustos: “… por ordem do Mestre vão todos para a mesa que se acha separada de iguarias e bebidas, à custa do que entra de novo, e sentados todos por sua ordem entram a comer até que o Mestre dá três pancadas na mesa com um martelinho pequeno, que é o sinal estabelecido entre eles, para se haverem de levantar todos; o que com efeito fazem, e pegando cada um deles em seu copo, ao mesmo tempo que o Mestre, o levantam ao ar com a mesma igualdade, e dali a chegam à boca para beber, observando nessas ocasiões a mesma formalidade que os soldados costumam praticar no manejo de suas espingardas; bebendo todos à saúde d’El Rei e da congregação, tornam a ficar com os copos no ar, e dali chegam três vezes à cara, e ultimamente os tornam a assentar na mesa, e depois continuam a comer”.
Irmão Alexandre Jacques Mouton “… começaram a comer, e quando quiseram beber fez o Mestre sinal para isto, pegando com a mão direita no seu copo, dizendo: peguem nas armas, e levando ao ar, e dizendo: armas  à cara e chegando-o à boca  disse: fogo e bebeu, e em tudo o imitaram, e ao mesmo tempo todos os Companheiros e o primeiro brinde foi à saúde  de El Rei, o segundo à do Grão-Mestre e a terceira a dos novamente recebidos naquela companhia, e sem sinal do Mestre nenhum podia beber”. (Arquivo Nacional da Torre do Tombo – Inquisição de Lisboa – Processos 10.115 e 257).
Devemos registrar que na Inquisição de 1738 a Loja foi fechada e os Irmãos não sofreram nenhuma penalidade. Quanto ao processo instaurado em 1742, além da Loja ter sido fechada, diversos Irmãos foram brutalmente torturados pela Inquisição, inclusive os citados Alexandre Jacques Mouton e John Coustos, sobretudo este último. Mouton foi condenado a degredo simples, fora do Patriarcado de Lisboa, e Coustos ficou preso por quase dois anos, com trabalhos forçados, até que foi solto por pressão do rei da Inglaterra, o Maçom Jorge II. Coustos e Mouton embarcaram no navio “Damietta”, unidade de uma esquadra holandesa, para Portsmouth – Inglaterra, chegando em Londres em 05/12/1744.
Coustos, em 1746, contou todas as suas desventuras em seu livro The Sufferings of Coustos for Free Masonry.

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