“E agora, José?
O Moro mentiu
O Flávio roubou,
o Queiroz sumiu,
O Tofolli suspendeu,
e agora, José?
e agora, você?
você que se diz contra a corrupção
que fala dos outros,
você que faz discursos,
que vota, protesta?
e agora, José?
Está sem trabalho,
está sem discurso,
está sem aposentadoria,
já não pode falar do PT,
já não pode falar do Lula,
Que Moro é herói já não pode,
a prova chegou,
o Moro não se pronunciou,
o Deltan não cobrou,
o Queiroz não apareceu,
não apareceu os desvios de gabinete
e tudo acabou
e tudo esfriou
e tudo desmoronou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua panela já não bate,
seu instante de ódio,
sua “honestidade” e imparcialidade,
sua certeza,
sua bandeira que jamais sera vermelha
seu pato na Paulista,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?
Com os seus na corrupção
quer amenizar a história,
não tem como com tantos fatos;
quer dizer que a culpa é do PT ,
mas o PT não está no poder
quer fazer arminha com as mãos,
Arminha não é solução.
José, e agora?
Se você voltasse,
se você pensasse,
se você cobrasse
a participação nos debates,
se você não odiasse,
se você ouvisse,
se você admitisse…
Mas você não admite,
você é GADO, José!
Sozinho no escuro
qual teu presidente estúpido,
sem projetos pro pais,
sem adversários
para jogar sua culpa,
sem conseguir governar
Sem cagar pela boca,
você é GADO, José!
José, Eu avisei!”

Com clara permissão de Drummond, ousei reescrever este poema a luz dos vazamentos do Intercept.

(Texto – Adaptação do Lindíssimo João Oscar)

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